Como manter a operação em tempos de Coronavírus?

Como manter a operação em tempos de isolamento?

A Filho sem Fila iniciou, no mês de março, uma série de webinars voltados para o momento em que estamos vivendo , para tratar sobre assuntos de interesse de escolas de todo o País.

Esse conteúdo já está no Youtube e no Spotify e vamos publicar em texto aqui no blog da Filho sem Fila também – para quem prefere ler a ouvir ou assistir -, com pontos principais dos bate-papos. E o primeiro tema é Como manter a operação em tempos de distanciamento social, que contou com a participação de Roberta Ferraz, Bryan Iversen e Leonardo Penna, que são Technology Integrators, da Avenues: The World School; e Emerson Bento Pereira, diretor de tecnologia do Colégio Bandeirantes.

Nosso diretor, Leo Gmeiner, mencionou sobre a importância desta ação que foi pensada para contribuir positivamente e de forma significativa com as instituições neste momento. “Nosso objetivo é ajudar as escolas e oferecer uma contribuição para todo mundo em relação a esse momento super-complexo em que estamos vivendo. Agradeço, especialmente, aos nossos convidados Roberta, Léo, Emerson e Bryan, que se disponibilizaram no meio desse turbilhão, para estar aqui e dar essa contribuição também. Este nunca é um caminho de mão única, sempre é legal essa troca que podemos fazer”, afirmou.

Já o diretor de tecnologia do Colégio Bandeirantes, Emerson Bento Pereira, que atua há sete anos na instituição, com foco na experiência do usuário para tecnologia, complementou sobre a agilidade adquirida por conta da atual situação.

“No momento estamos todos aprendendo rápido e o que está sendo legal é que muitos sonhos que a gente tinha e não conseguia colocar em prática, nesses poucos dias estamos realizando e vendo muitos professores usando a tecnologia de um jeito excepcional”.

Questionados sobre os desafios que encontraram na preparação para o fechamento repentino da parte física das escolas, cada um dos convidados comentou quais as principais dificuldades tiveram para a adaptação.

Roberta contou que, na Avenues, eles já tinham referências por conta da unidade chinesa da escola. “Já estávamos por dentro do que acontecia por causa do nosso campus na China, em Shenzhen, e que estava fechado desde o início do ano por causa do vírus. Isso fez com que começássemos a fazer brainstormings em relação à possível vinda do vírus para o Brasil e como ele impactaria, inclusive, no Avenues online. Então começamos a preparar alguns cenários para, assim, estarmos prontos para essa crise e poder nos adaptar.

No dia 6 de março, tivemos um caso confirmado e fechamos a escola no mesmo momento. Assim, nosso processo teve de ser acelerado, trazendo dois desafios principais. O primeiro foi resolver tudo sem aviso-prévio e com muita urgência. O outro foi a empatia de pensar na situação que todo mundo e toda a comunidade escolar está passando.

E agora temos que focar em uma coisa simples, mas que garanta a continuidade nas escolas. Precisamos ter a certeza de que todos irão conseguir e não deixá-los em uma situação de imprevisibilidade”, comentou.

O Colégio Bandeirantes também enfrentou muitas adversidades, mesmo já utilizando a tecnologia há um tempo. “O principal desafio foi o tempo, pois tínhamos que tomar decisões rápidas, e por nossa escola ter uma estrutura hierarquizada precisamos empoderar muitas pessoas na ponta para as resoluções e essa era uma questão muito importante logo no início para entender quem seriam os decisores.

Ficamos na dúvida, também, se faríamos as vídeo-aulas de forma síncrona ou assíncrona. Mas rapidamente chegamos à conclusão que seria melhor gravar, por vários motivos. Primeiro, por conta da complexidade de montar uma estrutura assim na casa das pessoas, pois temos a previsão deste problema permanecer por três meses, pelo menos. Apesar dos professores do Bandeirantes terem o tablet para fazer a gravação, acreditamos que seria bastante complicado viabilizar este processo. No mais, vivemos uma crise que, provavelmente, algumas pessoas da nossa comunidade, e seus familiares, vão passar por algum momento de dificuldade, então a necessidade em ter aquela pessoa dando aula ao vivo podia ser um risco muito grande para o processo estratégico.

Outro desafio foi fazer o aula-a-aula, porque essa não era nossa estrutura. Nós apenas publicávamos o conteúdo para os alunos acessarem no LMS (Ambiente Virtual de Ensino, em inglês), por isso tivemos que estruturá-lo para que o aluno entendesse o que que ele iria fazer.

E, também, conectar os diferentes públicos foi um grande obstáculo, por que era preciso criar conexão com os alunos, com os pais e professores, de uma forma mais rápida. Com isso instalamos um chat em nosso LMS, para tirarmos dúvidas online. Por fim, os professores têm suporte online caso precisem de algum auxílio na casa deles”, contou Emerson.

Mesmo estas instituições já utilizando a tecnologia há mais tempo no dia-a-dia, elas passaram por grandes desafios, mas conseguiram solucionar os problemas com empatia e organização. Bryan, da Avenues, contou como a instituição resolveu esses problemas. “Um de nossos primeiros desafios era como organizar um plano de aprendizagem online sem nossos alunos terem os aparelhos em casa. Como faríamos isso? Recolhemos os aparelhos na escola e enviamos para eles por um sistema de entrega”, revelou o Technology Integrator da instituição.

Já o diretor de tecnologia do Bandeirantes comentou sobre diversos outros processos estruturais que foram necessários para que tudo funcionasse bem. “Acho que foram várias coisas, por exemplo, estamos falando da parte pedagógica agora, mas era preciso levar toda estrutura da escola para fora, desde a contabilidade, à biblioteca e secretaria. Ainda precisávamos capacitar os professores a fazerem os vídeos e suas edições. Aqueles que já tinham mais afinidade com este processo nos ajudaram a ensinar os outros professores, para darmos conta”.

Emerson ainda complementou mostrando a importância de capacitar e oferecer ferramentas na produção das vídeo-aulas para maior adesão dos alunos. “Em uma semana, os professores produziram mais de 500 vídeo-aulas. Ainda oferecemos uma estrutura com uma empresa de edição de vídeos, para que se sintam mais confortáveis com suas gravações e isso tudo para tentar deixar a melhor qualidade possível da aula na ponta, porque sabemos que o maior desafio que teremos agora é manter os alunos engajados”, aponta.

Também por conta da conexão com as outras unidades, principalmente em Nova York, a Avenues teve a necessidade de novas adaptações conforme comentou Leonardo Penna, que reforçou que foi importante utilizar as ferramentas já utilizadas. “Já tínhamos o programa one to one, o qual conseguimos estender para as casas. Além disso, temos um sistema de aprendizagem que é o Canvas, e estas ferramentas facilitaram a transição, porque já temos elas em uso na sala de aula. Mas colocar isso em ambiente 100% online é mais complicado. Em sala de aula o professor tem mais liberdade para conversar e fazer trocas com os alunos, o que é mais complicado por meio de smartphones e tablets, por isso o processo deve ser bem consistente. Por último, o terceiro ponto que eu posso ressaltar é toda a estrutura de suporte criada. Quando você tem alunos no aprendizado fora do ambiente escolar, o número de dúvidas aumenta incrivelmente, então é preciso ter uma dinâmica de resolução de todas as questões existentes para que os alunos apresentem mais eficiência no dia como se tivesse dentro da escola”, ilustrou.

Leo Gmeiner finalizou mostrando que, em tempos de crise, a busca por soluções faz com que as instituições precisem mudar como observar algumas ferramentas. “Para citar um fato curioso, a Avenues olhou de forma diferente, para adaptar as ferramentas e buscar as melhores soluções, e utilizou o Filho sem Fila para entregar os equipamentos para os alunos e os pais. Isso foi muito interessante pois, obviamente, nunca imaginamos o uso do app desta forma”.

Quer conferir o bate-papo no Webinar da Filho sem Filha na íntegra? Clique aqui e acesse o vídeo!

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